rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

quarta-feira, setembro 27, 2017

TENHO VERGONHA!



Quase todos os políticos têm uma certa aversão aos mecanismos legais. Alguns até chegam a invocar o seu desconhecimento para praticar o contrário do que a lei propõe.

Antes de haver normas jurídicas havia um conjunto de noções colhidas na Bíblia e em certas religiões ancestrais no sentido de conduzir os cidadãos à prática do bem. O castigo de Deus, o inferno ou o céu eram utilizados para conduzir a sociedade pelos trilhos do bem.
Hoje em dia há como que um horror à lei, ela é tantas vezes acusada de ser um empecilho, um travão, um obstáculo. Vemos políticos afirmarem que não fizeram concursos porque era muito urgente, era uma coisa de tal forma necessária que não dava para esses formalismos. Depois, a obra sobe em espiral e as pessoas interrogam-se para onde foi tanto dinheiro, sem controlo, sem um mínimo de explicação credível para tais excessos.
O que pensa o legislador?
Este, prudente e sabedor, conhece a mente humana, a ambição desmedida de certos decisores, a falta de ética e de escrúpulo. Por isso, a partir de certos montantes impõe mecanismos de controlo, de supervisão, a fim de evitar abusos, enriquecimentos ilícitos, cambalachos entre decisores políticos e agentes económicos.

As leis para serem credíveis precisam de sanções para quem não cumprir. Contudo, essas sanções são por vezes tão insignificantes que convidam à sua violação.

Fazem-se fortunas do pé para a mão. Criam-se empresas de um dia para o outro para abocanharem certas obras alegadamente urgentes. Enfim, o chicoespertismo assentou arraiais e o vale tudo impera.

Já ouvi políticos tidos por sérios e honrados a dizerem que a fiscalização do Tribunal de Contas (visto prévio) sobre obras e fornecimentos de serviços é uma ingerência abusiva do poder central sobre o poder local!



Que o Provedor de Justiça é uma força de bloqueio, uma figura decorativa, um papão«...

Enfim, que certas leis são um empecilho,  um espartilho que ata as mãos de homens pragmáticos   e cheios de iniciativa. Outros dizem que as leis foram feitas para serem violadas, como as mulheres!!!

É o desaforo, o cretinismo e  a impunidade mais clamorosa. Então ao nível autárquico já ouvi tanta barbaridade que quando vejo fazerem-se elogios a certos autarcas eu coro de vergonha por saber que eles são os maiores sem vergonha deste país! alguns, claro, nem todos.

sexta-feira, setembro 22, 2017

FUTEBOL & NEOFASCISMO...



O futebol potencia o florescimento de fenómenos onde o populismo, o culto de personalidade, o vedetismo, o tráfico de influências,  se mobilizam e formam um caldo de cultura explosivo e pouco democrático, gerando caciquismos autárquicos baseados apenas no alegado  carisma  consubstanciado  na generosidade excessiva de uns tiranetes que dão tudo,  desde que haja contrapartidas efetivas na hora da caça ao voto. Ou seja, o dirigente desportivo terá de se portar como uma marioneta, um reles jagunço,  do líder partidário que o apoia,  senão, não terá essas benesses. Lacaio sempre fiel, senão...
Vemos o fenómeno a repetir-se em todo o lado sem que o público, e até os fazedores da consciência coletiva, manifestem  sinal de alarme.
Vemos agora Fernando Gomes, tarde  e a más horas,  alertar para o ódio. Fala pela rama, este ódio acentua-se no período pré-eleitoral pois as claques tantas vezes são convidadas a apoiar alguns candidatos. Caciques desportivos por vezes tornam-se caciques autárquicos e vice-versa.
É preciso acabar com esta vilanagem.
 Desporto é desporto e política é política. O político muito "generoso" que caça votos à custa desse excesso de generosidade é normalmente um indivíduo maquiavélico que visa os fins sem olhar aos meios.  VER AQUI

Há que apontar o dedo a esta promiscuidade que a Dra Maria José Morgado já denunciou com plena acuidade e conhecimento de causa.
Fernando Gomes não vai ao âmago do problema. ele aflora apenas a parte visível do icebergue. É preciso que os sociólogos, os pedagogos, os psicólogos de massas façam o seu trabalho e denunciem este abastardamento democrático que contém potenciais explosivos  antidemocráticos óbvios. O ódio viceja nas claques, nalguns comentadores, nalguns jornalistas desportivos. Analisem-se em profundidade os casos de Gondomar e  Braga (com Valentim Loureiro e Mesquita Machado). Davam para um mestrado!
  Haja coragem, meus senhores.

terça-feira, setembro 19, 2017

Santo Sudário!!!

Já se sabia (através de testes carbono 14) que o chamado Santo Sudário (de Turim) nunca poderia ser a imagem de Jesus Cristo. Agora novos estudos revelam algo de misterioso
VER AQUI

quinta-feira, setembro 07, 2017

Quem ganhará?!!!!


A corrida eleitoral em Vila do Conde está renhida. Depois da saída de cena dos independentes Luis Vilela e  João Amorim, ficaram cinco. A CDU e o BE têm reduzida implantação no concelho e tudo indica que o voto útil poderá fazer-se sentir.  Assim, restam as três principais candidaturas: NAU (liderada pela Dra Elisa Ferraz), PSD/CDS (liderada por Constantino Silva e PS (liderada por António Caetano).

Não será uma disputa fácil e o vencedor  não se descortina com facilidade. Sabemos que o PS tem um forte apoio, contudo, o candidato, pelo seu passado ligado a posições ideológicas da área comunista, poderá ter alguns anticorpos, num município onde a Igreja  Católica tem forte implantação. Reconheço que são anticorpos preconceituosos mas existem de facto. O próprio Engº Mário de Almeida pelo papel pouco ético desempenhado no passado recente (VER AQUI) poderá ser não um cartaz de propaganda,  mas, à contrario sensu, mais um camartelo demolidor  desta candidatura.

A candidatura da atual Presidente, Dra Elisa Ferraz,  tem patenteado grande vitalidade e mostra que gerou simpatias e apoios em todo o concelho devida a uma atuação discreta onde a vertente financeira foi muito aplaudida, pois reduziu substancialmente a divida (de 57 para trinta e seis milhões) conseguindo diminuir o esforço financeira dela resultante, por uma inteligente manobra de diluição no tempo. O apoio da Igreja Católica e das instituições de solidariedade social,  também é notório,  atentas as suas  simpatias nesta área. Tem carácter, espírito aguerrido e uma vitalidade sempre em alta. O não enfeudamento a nenhuma força partidária dá-lhe liberdade e autonomia em relação a lóbis e grupos de pressão sempre susceptíveis de engendrar focos de corrupção e compadrio.

O Engº Constantino Silva tem tido alguma dificuldade, mas é uma pessoa simples, honesta, dinâmica,  e poderá surpreender. Muito embora a sua popularidade não se equipare à dos outros dois, pode subir,  se for mais determinado e assertivo nas suas intervenções. Não precisa de ser populista, mas em termos de acutilância e capacidade argumentativa tem de ser mais ágil e arguto. Só assim conseguirá ultrapassar este dificil obstáculo.
Zurzir no PR __quando está com a popularidade robusta__ pode agradar aos radicais mas nunca aos independentes, que são segmento decisivo nos momentos de decisão final. Não deve temer falar do futuro, nem do passado (alguns temem-no,  e sabe-se bem porquê).

Que ganhe o melhor são os meus votos.

terça-feira, setembro 05, 2017

Novo Hitler ou exibicionismo tolo?!



Todos  os líderes que procuram eternizar-se no poder usam métodos patológicos para concretizarem esse desiderato. O medo de perder o lugar cria obsessões paranoicas capazes de desencadear fenómenos onde o delírio persecutório é o denominador comum. O líder norte-coreano (e não só) ostenta todos os sintomas dessa patologia. Aquele sorriso escancarado é uma forma de exorcizar o medo, medo terrível de ser apeado do poder, pois sabe as malfeitorias que tem protagonizado, sabe o ódio que semeou e  teme os reflexos. O povo, com medo de ser mal interpretado pelo líder e da sua entourage, bate palmas, sorri, endeusa o chefe com frenesim.
Já Hitler fazia a mesma coisa no seu tempo. Ai daquele que não batesse palmas nos seus comícios, ou manifestasse uma atitude indiferente, era logo retirado  de cena pelos SS que o interrogavam de seguida. Diz-se que Saddam Hussein também atuava assim. Usava o terror para se impor e ai daqueles que não manifestassem um sorriso, uma vénia, um salamaleque,  na sua presença. Um dia chegou a uma aldeia,  de surpresa. Foi surpreendido por um grupo musical para o homenagear. Quis saber quem, fora o autor da "proeza". O responsável, desconhecendo que Saddam  detestava  que se anunciasse a sua presença (com receio de atentados), levantou o braço, sorrindo. Esperava ser alvo de um gesto de gratidão.

Recompensa?! Um tiro. Sem qualquer explicação! Abatido logo ali, a sangue frio,  perante a surpresa  (e o terror) dos circunstantes.

Enfim, todos os ditadores sofrem de patologias similares fruto do ambiente gerado  por manobras assassinas,  e sabem que a qualquer momento a sua presença pode ser motivo para um ataque. Motivos não faltam, e eles sabem bem disso...Daí...

Agora este cretino  norte-coreano anda a lançar  mísseis capazes de transportar ogivas nucleares. Está a mostrar um potencial bélico inimaginável para exibir  ao povo que é temido no mundo inteiro, e quer ser motivo de orgulho. Tal qual alguns autarcas que passam a vida a fazerem  queixinhas ao tribunal por alegados abusos de liberdade de imprensa, para mostrar à populaça que são temidos, "respeitados", têm "poder"!!!

A mesma filosofia intimidatória, o mesmo modus operandi, muito embora  os meios usados sejam de índole substancialmente diferente. A escala é menor, mas a simbologia é similar.
O mesmo denominador comum: intimidar, mostrar que se tem "prestígio" pelo medo inspirado, exibir  de forma doentia o poder de fazer gastar dinheiro e causar embaraços aos cidadãos comuns...
Enfim, o mundo vive em estado de alerta por causa de um louco. Penso que é mais para consumo interno, para desmobilizar aqueles que teimam em resistir e derrubar o monstro assassino. Mas pode não ser só isso. Pode querer ficar na História (outro sintoma da mesma patologia) e dar início a uma Guerra Mundial só para saciar a sua ânsia de protagonismo, o seu ego inchado de vaidade, o seu narcisismo paranoico.