rouxinol de Bernardim

Um blogue plurifacetado procurando abordar questões de interesse sob perspectivas diversificadas. A independência sim, mas sempre subordinada a parâmetros de bom senso, de optimismo e de realismo.

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Penso, sonho, trabalho, amo... logo, existo!

domingo, outubro 15, 2017

Rui Rio, o líder natural do PSD, como é óbvio







Rui   Rio aparece como o candidato natural à liderança do PSD e tudo indica que será o futuro líder. Santana Lopes tem vários handicaps. Muito embora ninguém possa ser discriminado pelo fator etário, neste caso concreto, ele  é relevante. Ninguém quer apostar numa pessoa que  já está  no ocaso de uma carreira, mas sim, em quem está numa aurora ascensional. É o caso de Rui Rio.

Dois "sóis" em luta empenhada, mas o sol nortenho leva vantagem. Além do mais acresce o facto de no norte haver maior número de militantes, o que, em termos estatísticos, conta e muito.

O "nervos de aço", tem já tarimba suficiente para não ser considerado um novato e está naquela idade da afirmação plena. Tem dado provas de gestão serena e sensata, sobretudo na câmara do Porto, muito embora  haja algumas críticas,  sobretudo na área da cultura. Sabemos bem que quando há que cortar,  esta área é uma das primeiras a ser o alvo preferencial. Santana, pelo contrário, tem na cultura a sua imagem de marca. Contudo, navegou noutras eras, onde havia desafogo e os condicionalismos financeiros não eram tão intensos. Ficou célebre aquele desaguisado entre Rio e Menezes a propósito dos festejos sanjoaninos. Isso diz bem da sua matriz austera e do seu carácter frugal. Menezes o despesista convicto, Rio, o sensato, o prudente.
Assim, tudo leva a crer que, salvo uma qualquer calamidade, Rui   Rio  venha a ser o eleito. Pela amostra em Aveiro, e pela aragem, há um triunfo (robusto) e convincente  na carruagem social democrata...Como observador atento (outsider, mas sempre inside) admito que me possa enganar, mas tenho dúvidas...

José Sá

sábado, outubro 14, 2017

Prémios e luvas, serão sementes de corrupção?!



Há dias lia o comentário de um conhecido escritor a tecer considerações pouco lisonjeiras sobre quem desanca em Sócrates, Zeinal Bava  e Ricardo Salgado. Recebeu prémios,( com mérito ou sem mérito não discuto) e achou que ficava bem ser grato e proteger os dadores desses prémios. A cultura instrumentalizada pela corrupção?! Pelo menos as aparências não iludem...

Todos sabemos que o chamado "sistema" funciona em bloco. Um indivíduo intrinsecamente honesto, um puro, não pode merecer o aval dos gangues que nos governam. Fernando Pessoa era "mal visto" pelo anterior regime. Sofreu o ostracismo e humilhações diversas. Só emergiu plenamente no pós 25 de abril.
Vemos alguns deuses de pés de barro que, creio bem, cairão no olvido rapidamente,  pois são um subproduto desta corrupção globalizante que tudo  controla e tudo premeia.

Algumas câmaras  municipais dão prémios literários. Será que dão prémios a quem combate frontal e honradamente a corrupção que está instalada? É óbvio que não. Os dadores de prémios usam estratagemas para escolher júris cuja afinidade ideológica é óbvia e indiscutível. Logo, os premiados terão uma costela política e um lado afetivo bem delineado, senão, nada. Só os ingénuos acreditam na honestidade pura e cristalina destes jurados...

É a governamentalização da cultura. Quem dá prebendas quer ser compensado (ou já foi anteriormente) pelo que qualquer observador minimamente atento( e isento )sabe que o jogo cultural está viciado. Vemos escritores a viajarem à custa de fundações e serem promovidos por quadrantes políticos que ajudaram a endeusar. Agora, caem em desgraça alguns desses mecenas mas têm sempre um qualquer  artista da pena  politicamente grato , culturalmente enfeudado (engagé como dizem nas terras gaulesas...) a adoçar os comentários,  e, pior ainda, a zurzir ferozmente contra os isentos, honestos, verticais.

Gratidão e corrupção andam  vestidas da mesma forma e isso não passa despercebido aos realmente atentos ao fenómeno. Basta ouvir algumas escutas feita pela PJ para se aquilatar o grau de servilismo de alguns...
«Esse, deve tudo o que é a mim. Peça-lhe para não aceder àquela pretensão. Esse, foi colocado lá, na direção do jornal, por minha indicação expressa, ele fará tudo para que os seus fiéis leitores não tenham acesso a toda a verdade...»

Qualquer dia estamos como no tempo da outra senhora. Para saber verdades de cá há que recorrer à BBC e outras...

Post Scriptum: o PR pede aos jornalistas para escrutinarem os poderes. Mas eles vivem de "pratos de lentilhas, " de "prebendas", de "sinecuras", será que têm coluna vertebral para o fazerem?!
https://www.dn.pt/portugal/interior/os-jornalistas-so-tem-poder-se-nunca-se-vergarem-aos-poderes-diz-o-presidente-da-republica-5602183.html VER AQUI

sexta-feira, outubro 13, 2017

MADONNA DESESPERA... EM LISBOA!

A célebre cantora Madona diz que não consegue encontrar casa em Lisboa!!!
VER AQUI   http://www.record.pt/internacional/competicoes-de-selecoes/mundial/mundial-2018/mundial-2018---europa/detalhe/fpf-agradece-a-madonna-carinho-por-portugal.html

Será que no Porto  ou em Vila do Conde não haverá uma casinha disponível?
Têm a palavra os mediadores imobiliários...

terça-feira, outubro 10, 2017

ESTÓRIA COM MORAL AO FUNDO...



Ele era um grande  empresário vila-condense. Forte, em tudo, até no espírito folgazão. Muito devoto de Santo Amaro e da Senhora de Fátima a quem responsabilizava pela sua longevidade.
Tinha uma grande  oficina do ramo automóvel, no centro de Vila do Conde. Na sua casa da Junqueira fazia muitos convívios, sobretudo no verão.
Num desses dias, à porta dessa casa,  contou-me esta estória que jamais esqueci.
Dizia-me ele:
__ Eu tenho orgulho em ser de direita. Sou mais CDS do que PSD, confesso. Mas uma vez fiz uma mudança de camisola artificial para me livrar de uns canalhas...

E foi por ali fora contando o episódio, digno de   figurar nos anais da nossa estória trágico-cómica  local.

Há já muitos anos, durante um longo período, constatava que à entrada da referida oficina apareciam uns cagalhões dignos de figurar no Guiness! Aquilo era obra de mais do que um cavalheiro, afiançava ele, pois o "calibre" dos resíduos fecais era variável. Como terminar com aquele suplício? que mal teria feito ele para merecer aquelas prendas nauseabundas?
Pensou, isto é política local. Só pode ser.
Vai daí,  engendrou um plano para acabar com aquela provocação diária.
Começou a falar com os viciados na droga que por vezes ali passavam e confessou-lhes que tinha mudado de cor política. Agora era "vermelho",  e até passara a ser assinante da "folha de couve" , um conhecido jornal de um partido local. E punha-se à porta, ostensivamente,  a ler o referido jornal,  pelo qual não nutria simpatia nenhuma. Era uma estratégia. Era apenas um teste para ver se acabava com aquela pouca- vergonha. Todos os dias ter de mandar limpar excrementos humanos,  era demais. E o que é demais é erro!
Mas o certo é que a estratégia resultou!
Nunca mais se viram dejetos humanos à porta da oficina! Remédio santo!

MORAL DA ESTÓRIA: Se queres acabar com o mal, procura a origem!!!

segunda-feira, outubro 09, 2017

NAU - VITÓRIA DE ABRIL

A NAU ENGALANADA DE ABRIL
Em outubro vejo abril
nesta aragem outonal
o céu veste de azul anil
a liberdade é plural
a NAU sorri, satisfeita
o mar é todo bonança
e à noite a lua se deita
a sonhar em nova esperança
reconfortada e serena
nova etapa se inicia
a vida, assim, vale a pena
nova era assim se cria;
de mãos dadas, par em par,
progresso e democracia
a nossa terra a singrar
com altivez, fidalguia,
nova imagem, bem marcante,
sustentável e sadia
esta imagem triunfante:
VILA DO CONDE, eu diria,
é NAU livre, sem amarras
é livre a tripulação
libertou-se das cigarras
e dos... ratos do porão!

jose sá

OS MISERÁVEIS...








«Amigo José, esse é que é o caminho! vamos fugir da miséria para sempre!" Outros lá cairão, é a lei da vida!»

ANGÚSTIA DO FIM DO MÊS

O gás está mesmo a acabar
P´rós remédios já não há
Pão e água p'ró jantar
Este viver já não dá.

A reforma já não estica
Testas de ferro?! Nem vê-los!
Não posso ir ver o Benfica
A vida está pelos cabelos...

Sócrates deu cabo disto
E há tantos por aí
Corruptos, é como o cisco
Praga destas jamais vi!

Sanguessugas é o que há mais
Trambiqueiros há a rodos
Meu Deus, porque dormitais?!
Este inferno é p'ra todos.

Neste inferno vive a gente
Já não há pesca nem caça
É triste comer somente
O pão que o diabo amassa!

jose m f l sá

quarta-feira, setembro 27, 2017

TENHO VERGONHA!



Quase todos os políticos têm uma certa aversão aos mecanismos legais. Alguns até chegam a invocar o seu desconhecimento para praticar o contrário do que a lei propõe.

Antes de haver normas jurídicas havia um conjunto de noções colhidas na Bíblia e em certas religiões ancestrais no sentido de conduzir os cidadãos à prática do bem. O castigo de Deus, o inferno ou o céu eram utilizados para conduzir a sociedade pelos trilhos do bem.
Hoje em dia há como que um horror à lei, ela é tantas vezes acusada de ser um empecilho, um travão, um obstáculo. Vemos políticos afirmarem que não fizeram concursos porque era muito urgente, era uma coisa de tal forma necessária que não dava para esses formalismos. Depois, a obra sobe em espiral e as pessoas interrogam-se para onde foi tanto dinheiro, sem controlo, sem um mínimo de explicação credível para tais excessos.
O que pensa o legislador?
Este, prudente e sabedor, conhece a mente humana, a ambição desmedida de certos decisores, a falta de ética e de escrúpulo. Por isso, a partir de certos montantes impõe mecanismos de controlo, de supervisão, a fim de evitar abusos, enriquecimentos ilícitos, cambalachos entre decisores políticos e agentes económicos.

As leis para serem credíveis precisam de sanções para quem não cumprir. Contudo, essas sanções são por vezes tão insignificantes que convidam à sua violação.

Fazem-se fortunas do pé para a mão. Criam-se empresas de um dia para o outro para abocanharem certas obras alegadamente urgentes. Enfim, o chicoespertismo assentou arraiais e o vale tudo impera.

Já ouvi políticos tidos por sérios e honrados a dizerem que a fiscalização do Tribunal de Contas (visto prévio) sobre obras e fornecimentos de serviços é uma ingerência abusiva do poder central sobre o poder local!



Que o Provedor de Justiça é uma força de bloqueio, uma figura decorativa, um papão«...

Enfim, que certas leis são um empecilho,  um espartilho que ata as mãos de homens pragmáticos   e cheios de iniciativa. Outros dizem que as leis foram feitas para serem violadas, como as mulheres!!!

É o desaforo, o cretinismo e  a impunidade mais clamorosa. Então ao nível autárquico já ouvi tanta barbaridade que quando vejo fazerem-se elogios a certos autarcas eu coro de vergonha por saber que eles são os maiores sem vergonha deste país! alguns, claro, nem todos.

sexta-feira, setembro 22, 2017

FUTEBOL & NEOFASCISMO...



O futebol potencia o florescimento de fenómenos onde o populismo, o culto de personalidade, o vedetismo, o tráfico de influências,  se mobilizam e formam um caldo de cultura explosivo e pouco democrático, gerando caciquismos autárquicos baseados apenas no alegado  carisma  consubstanciado  na generosidade excessiva de uns tiranetes que dão tudo,  desde que haja contrapartidas efetivas na hora da caça ao voto. Ou seja, o dirigente desportivo terá de se portar como uma marioneta, um reles jagunço,  do líder partidário que o apoia,  senão, não terá essas benesses. Lacaio sempre fiel, senão...
Vemos o fenómeno a repetir-se em todo o lado sem que o público, e até os fazedores da consciência coletiva, manifestem  sinal de alarme.
Vemos agora Fernando Gomes, tarde  e a más horas,  alertar para o ódio. Fala pela rama, este ódio acentua-se no período pré-eleitoral pois as claques tantas vezes são convidadas a apoiar alguns candidatos. Caciques desportivos por vezes tornam-se caciques autárquicos e vice-versa.
É preciso acabar com esta vilanagem.
 Desporto é desporto e política é política. O político muito "generoso" que caça votos à custa desse excesso de generosidade é normalmente um indivíduo maquiavélico que visa os fins sem olhar aos meios.  VER AQUI

Há que apontar o dedo a esta promiscuidade que a Dra Maria José Morgado já denunciou com plena acuidade e conhecimento de causa.
Fernando Gomes não vai ao âmago do problema. ele aflora apenas a parte visível do icebergue. É preciso que os sociólogos, os pedagogos, os psicólogos de massas façam o seu trabalho e denunciem este abastardamento democrático que contém potenciais explosivos  antidemocráticos óbvios. O ódio viceja nas claques, nalguns comentadores, nalguns jornalistas desportivos. Analisem-se em profundidade os casos de Gondomar e  Braga (com Valentim Loureiro e Mesquita Machado). Davam para um mestrado!
  Haja coragem, meus senhores.